segunda-feira, 12 de abril de 2010

O real no espaço virtual

A cibercultura é uma expressão criada por Pierre Levy para sintetizar o mundo digital centralizando os seus variados usos. Um exemplo é que a palavra ou texto deixa de ser apenas um agrupamento de letras e passa a adotar um conjunto de fontes de informações.

Ele fala do ciberespaço que suporta tecnologias intelectuais e ampliam, exteriorizam e alteram muitas funções cognitivas humanas, por exemplo a memória , a imaginação , a percepção os raciocínios. Tais tecnologias intelectuais favorecem novas formas de acesso à informação, como a navegação hipertextual entre outros.

Na dialética do real e do possível Lévy diz que os bens cujo consumo é destrutivo e a apropriação é exclusiva são reservatórios de possibilidades, potenciais. Seu consumo equivale a uma realização isto é uma escolha exclusiva e irreversível entre os possíveis a uma queda de potencial.

Uma das características da virtualização é seu desprendimento de um aqui e agora particular e não se opõe ao real, mas é um fator que origina novas realidades particulares.
A atualização é definida como uma criação, invenção de uma forma a partir de uma configuração dinâmica de forças e de finalidades.

Para o autor, os seres humanos jamais pensam sozinhos ou sem o auxílio de ferramentas. A Inteligência Coletiva, é um princípio onde os conhecimentos individuais são somados e compartilhados por toda a sociedade, potencializadas com o advento de novas tecnologias de comunicação, como a Internet.

A desterritorialização para Pierre Lévy é o que ele chama de uma das principais modalidades de virtualização que é o desprendimento do aqui e agora, dizendo que o virtual, com muita freqüência, é o não estar presente. A imaginação, a memória, o conhecimento, a religião são vetores de virtualização que nos fizeram abandonar essa presença.

Foto:(imagens google)

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